Maltês

maltes2Origem: Itália

Tamanho: Pequeno

Área de criação: Pequena

Temperamento: Dócil

Atividade física: Moderada

 

A origem do Maltês é bastante controversa, mas há consenso quanto à sua antiguidade. Alguns historiadores atribuem ao Maltês a inspiração para muitos desenhos e esculturas encontrados em escavações e documentos datados de 4 mil AC. Existem divergências também quanto ao país de origem do Maltês, sendo que uma corrente de historiadores defende que, na verdade, o Maltês seria um cão asiático, que teria sido levado pelos nómadas para a Europa.

A despeito da polémica, é certo que o Maltês tem os seus primeiros registos na Europa no século XV, provavelmente advindos da ilha de Malta, em Itália, onde eram utilizados como ‘moeda’ pelos marinheiros. A sua existência no entanto, foi cercada por diversas lendas, entre elas, uma que atribuía ao seu pêlo propriedades curativas e anti-reumáticas. Assim, não era difícil encontrar luvas ou xales feitos com o pêlo do Maltês.

De qualquer forma, independente da sua origem, sabe-se com certeza de que o Maltês foi desenvolvido com o único propósito de ser um cão de companhia e foi amplamente adotado pela realeza europeia como cão ‘de colo’. A própria rainha Maria Stuart, da Escócia, possuía os seus Malteses , e em Inglaterra adquiriram enorme popularidade.

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Por ter sido desenvolvido desde sempre para ser um cão de companhia, o Maltês é uma raça extremamente adaptável ao estilo de vida dos seus donos. Apesar do tamanho, não costumam ter uma vida sedentária e não gostam  de ficar sozinhos. Normalmente passam o dia inteiro atrás dos donos onde quer que eles estejam.

São cães bastante interativos e convivem bem tanto com outros animais quanto com pessoas estranhas. Com crianças podem se relacionar bem desde que elas não ajam com muita rudeza ou façam brincadeiras violentas.

É um cão bastante alerta e que pode ser utilizado como cão de alarme.

No entanto, a principal dica para ter um cão equilibrado e dócil seja nunca se deixar enganar pelo seu aspecto frágil e evitar mimos em excesso, porque de contrário, o doce Maltês pode se transformar num pequeno tirano.

Outro hábito que deve ser incorporado desde cedo à vida do Maltês é o da escovação. Só uma escovação constante (diária) pode deixar o pêlo do Maltês realmente lindo como o que normalmente aparece nas fotografias. A pelagem do Maltês é formada por pêlos finos e macios e a única forma de se evitar os nós é a prevenção. O banho tem de ser semanal, e a secagem perfeita, caso contrário a humidade retida causa alergia.

Para quem, no entanto, não se importar muito com o comprimento do pêlo, a alternativa mais saudável é deixá-lo mais curto, dando mais liberdade de movimentos para o cão e economizando no tempo da escovação.

Os filhotes quando nascem são um pouco diferentes dos seus pais. Normalmente o nariz, os olhos e os lábios são cor-de-rosa e após a primeira semana começam a aparecer manchinhas pretas neles. Na maioria dos Malteses a pigmentação está completa aos dois meses e caso nesse período a parte rosada em torno dos olhos for superior a ¼ essa marcação não muda mais. O ideal é que o nariz, os olhos e os lábios estejam pretos já aos 60 dias.

A pelagem branca e sem manchas também não é uma condição inerente aos filhotes. Normalmente existem filhotes que nascem com nuances alaranjadas que varia de 10 a 40%. Essa é outra característica que deve mudar num prazo de dois a seis meses, quando finalmente os pelos adquirem a coloração branca pura.

maltes

O Maltês apresenta, principalmente, dois problemas frequentes:

  • Alergias e problemas de pele, causadas por pulgas ou produtos de limpeza.

  • Luxação da patela – má formação do osso do joelho que faz com que se desloque, causando dor e dificuldade temporária para andar. Esta é uma uma doença genética, comum em raças pequenas. Como o osso deslocado costuma voltar para o lugar espontaneamente em poucos minutos, são raros os casos que exigem cirurgia corretiva e não há outro tratamento.

Outra fonte de atenção deve ser dada à dentição dupla, quando os dentes de leite não caem quando os permanentes nascem. Neste caso, o mais recomendado é que os dentes de leite sejam arrancados, para não se sobreporem com os outros. A raça também tem tendência ao tártaro, que pode evoluir para uma gengivite e causar a perda dos dentes.

 

 

 

 

 

Fontes: anuariocaes.com.br / dogtimes.com.br

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